domingo, 21 de março de 2010

Artigo.

A REPRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PARA OS DOCENTES DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DF (fragmento)
Há desafios que devem ser vencidos para que Projeto Político Pedagógico de uma escola represente para os docentes algo mais que um simples documento, elaborado graças a uma ação burocrática ou uma realização feita apenas por força das normatizações, torna-se preciso evitar o cenário delineado por Veiga (2008:65), onde “professores não acreditam, nem mesmo, na necessidade e na validade de se analisar uma nova proposta e tudo se reduza a longas e cansativas reuniões.”
Indo em direção oposta e acreditando na educação pública, para o educador, o projeto pode significar o surgimento de um poder local capaz de transformar a realidade de uma comunidade, oferecendo uma educação que permita e permeie práticas educacionais que aliem currículo ao perfil dos discentes, discurso à prática e normas à autonomia. Lembrando que para Gadotti (1994:02) “não se constroi um projeto sem uma direção política, um norte, um rumo. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é também político.”
Então, considerando apenas uma parte do elenco de atores que deve se envolver no em todo o processo, ou seja, o professor, desde as primeiras ponderações até o último momento de julgamento desse documento, lança-se uma questão: qual a representação do projeto político pedagógico na construção da prática docente dos professores do curso de Educação,
Democracia e Gestão Escolar?

Em determinado período do ano letivo, geralmente no início, somos chamados para a (re) elaboração do projeto político pedagógico da escola em que atuamos. As reações são adversas, da apatia ao engajamento, entretanto, após a conclusão dos trabalhos e da confecção do documento final, dependendo da estrutura organizacional, equipe gestora e de coordenação, etc., ele pode se tornar o documento norteador da prática docente ou simplesmente ignorado. Reproduzimos em nossa trajetória profissional o que muitas vezes fazemos em nossa vida pessoal, nos apropriamos ou descartamos de conceitos, ideias, discursos ou coisas de acordo com o significado e /ou representação que eles possuam para nós. Não entendemos, de acordo com Veiga (2003: 277), “a instituição educativa não é apenas uma instituição que reproduz relações sociais e valores dominantes, mas é também uma instituição de confronto, de resistência e proposição de inovações.”

Talvez este seja o grande desafio: compreendermos qual o valor, significado ou representação que esse documento, tão importante para a escola, tem para nós?


De acordo com Houaiss, significação é a “relação de estima, reconhecimento, apreço por alguém ou algo; importância, valor, significação,significância ou representação mental”. Para representação, tem-se seguintesacepções: “ideia ou imagem que concebemos do mundo ou de alguma coisa , operação pela qual a mente tem presente em si mesma a imagem, a ideia ou
o conceito que correspondem a um objeto que se encontra fora da consciência.”


De acordo com a representação e significado que o projeto político pedagógico tenha para o professor, a sua ação dentro da instituição será definida, pois, as normatizações implementadas na educação nos últimos anos, refletem parte das grandes mudanças ocorridas em nossasociedade e geraram demandas que só podem ser resolvidas coletivamente. Assim, ao
optar pela prática planejada e operacionalizada desconsiderando o referido documento, pode o professor, conscientemente ou não, construir barreiras para a efetivação da proposta.
No Distrito Federal, a Lei 4036 /07, no Art.17, parágrafo 3º, estabelece que “Após nomeada, a equipe gestora terá o prazo de 60 (sessenta) dias para construir coletivamente a proposta pedagógica para a instituição educacional, para o ano de 2008, que deverá ser revista/atualizada a cada início de um novo ano letivo.” Eis os pilares legais que avalizam a construção do PPP nas escolas públicas do DF. Entretanto, deve-se estar atento, pois de acordo com Veiga (2003:272) “O projeto político-pedagógico, na esteira da inovação regulatória ou técnica, está voltado para a burocratização da instituição educativa, transformando-a em mera cumpridora de normas técnicas e de mecanismos de regulação convergentes e dominadores.” Uma feição que muitos professores enxergam e por isso o rejeitam. O processo de participação deve ser bem estruturado, deve entre aspectos, privilegiar o fazer pedagógico.

O professor, um dos sujeitos no processo ensino aprendizagem, precisa construir a sua prática considerando diversos fatores, dentre eles: o projeto político da escola em que trabalha. Em tese, ela segundo Lück (2006:67) comprova que “a dimensão pedagógica da participação refere-se ao fato natural de que a prática, um fator natural de que a prática é, em si, um
processo formativo e, portanto, um fator fundamental de promoção de aprendizagens significativas e construção do conhecimento.” Refletindo as propostas, a utilização desse documento contribui para o aprimoramento profissional desse sujeito. Entretanto, deve-se vislumbrar algo maior, para além da sala e caminhar ao encontro do que diz Veiga (2003, p.277) para quem “a inovação educativa deve produzir rupturas e, sob essa ótica, ela procura romper com a clássica cisão entre concepção e execução, uma divisão própria da organização do trabalho fragmentado.
Essa experiência participativa pode estimular o incremento e a inclusão de novos modelos teóricos, privilegiando processo(s) que ampliam os atores e o espaço dentro do cotidiano das escolas pode-se considerá-la como uma ação denominada por Saviani (2008:69) de “articulada”, de caráter popular e em busca de “de métodos de ensino eficazes. Tais métodos situar-se-ão para além dos métodos tradicionais e novos, superando por incorporação as contribuições de uns e de outros.” Portanto, é sempre bom lembrar que o projeto pode nortear práticas docentes que permitam à escola possuir, conforme Libâneo (2004:66), uma “qualidade formal e política [...] baseada no conhecimento e na ampliação de capacidades cognitivas, operativas e sociais, com alto grau de inclusão” .

Fonte:A REPRESENTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PARA OS DOCENTES DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DF CAVALCANTE.(Trabalho de conclusão de curso apresentado por Carlos FernandesCavalcante à coordenação do cursode Pós-Graduação em Educação,Democracia e Gestão Escolar, para obtenção do grau de Especialista emEducação, Democracia e Gestão Escolar pela Fundação Universidade do Tocantins -UNITINS, soborientação do professor Mestre. JoséCarlos de Melo. )Março de 2010.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Voltei...

Um pouco distante, tratando de outros assuntos. Estamos aí.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O ADOECIMENTO DO PROFESSOR


EDUCAÇÃO, DEMOCRACIA E GESTÃO ESCOLAR- 2009
UNITINS/SINPRO-DF MÓDULO:GESTÃO ESCOLAR E SAÚDE DO TRABALHADOR PROFESSOR:NOECI C. MESSIAS
ALUNO :CARLOS FERNANDES CAVLACANTE

Segundo Messias (2009:40), “nos últimos dez anos tem crescido os estudos sobre o trabalho docente [...] Dentro desse contexto de reflexões alguns assuntos são abordados, tais como: a qualidade de vida no trabalho, a Síndrome do Esgotamento Profissional, o mal-estar docente, e o estresse profissional.” Apesar dos estudos, o adoecimento do professor, durante anos foi equivocadamente marginalizado pelas autoridades ou desconsiderado pelos programas educacionais. Deve-se ressaltar que as autoridades muitas vezes, por desconhecimento ou falta de atenção trataram dessas questões como doenças do trabalhador e não de uma classe. Então, pode-se dizer que a doenças se mostram e devem ser tratadas como problemas que atingem um dos sujeitos do sistema educacional é preciso não somente tratá-las, mas também desenvolver uma política de prevenção. É necessário que todos lancem um novo olhar e ajudem a (re) pensar soluções para esse problema.
Após as considerações iniciais, vamos análise do texto de Santos e Lima Filho, intitulado “MUDANÇAS NO TRABALHO E O ADOECER PSÍQUICO NA EDUCAÇÃO”.Inicialmente , chama atenção a seguinte afirmação: “o professor é submetido a situações que afetam o seu trabalho, sendo que efeitos negativos do seu contato com o aluno, colegas, chefias ou atividades organizacionais ao enfrentar-se cotidianamente com as demandas e a necessidade de recursos de toda ordem para a realização de seu trabalho, podem imprimir no docente um visível desgaste físico e psíquico. Esse processo continuado acaba por levar o professor à situação de Burnout.” (p.3) Os autores nos mostram uma das causas que tem levado os profissionais de educação ao adoecimento e conhecê-las pode significar o caminho para compreensão da realidade vivida por muitos profissionais, que são mal interpretados, maltratados e até estigmatizados por colegas, chefias etc.
O problema entretanto é muito mais grave, precisa-se despertar que “a Síndrome de Burnout apresenta-se atualmente como um problema psicossocial que afeta profissionais chamados “doadores de cuidado”, como enfermeiros e professores e tem chamado atenção não apenas da comunidade científica, como também de entidades governamentais, educacionais e sindicais no Brasil, devido às conseqüências individuais e organizacionais que interferem nas relações interpessoais do educador. (p.3)
Assim, a doença leva o profissional “a perda de auto-estima e desprezo por sua profissão, situações de ansiedade, insegurança, sensação de risco, ilegibilidade das necessidades e ações desenvolvidas no trabalho, levando ao absenteísmo e, no limite, ao abandono do seu ofício.” (p.3) e muito mais, “o trabalhador que sofre desse mal assume uma posição de frieza em relação aos clientes, não se envolvendo com seus problemas e dificuldades, o que é preocupante quando se trata da relação professor-aluno; as relações interpessoais são cortadas ou tornam-se desprovidas de calor humano e o profissional apresenta maior irritabilidade”.(19) O que pode um professor doente? Nada, deve receber o acompanhamento médico necessário e algo mais que isso, além de terapias e medicação, é importante que ele (re) encontre um ambiente saudável e se sinta novamente valorizado. “Torna-se imprescindível também a criação de ambiente que possibilite o distanciamento do “estresse é gerado muitas vezes pela insegurança social e profissional”.” (p.6) Tal insegurança criada a partir das “ condições sociais e históricas adversas: o pleno desempenho de seu trabalho criador da produção, transmissão e apropriação de saberes práticos é aprisionado - ainda que parcialmente [...].”(p.15)
É preciso contextualizar, estabelecer uma ligação entre o texto e realidade vivenciados por nós. Uma parcela expressiva de nossa categoria está doente, basta observar os números de atestados e afastamentos, de acordo com o SINPRO – DF “os professores disseram que se sentem isolados, sem apoio ou comunicação. Para eles, falta reconhecimento, confiança e cooperação entre os colegas. Os resultados dessa situação são previsíveis: 37% dos professores disseram ter depressão, e 14%, síndrome do pânico, além de exaustão emocional, cansaço e baixa auto-estima. Fisicamente, os distúrbios mais comuns são laringite e nódulos nas cordas vocais - claramente doenças relacionadas ao trabalho”. Compreende-se então que o adoecimento vai muito além da Síndrome de Burnout.
Daí ,a necessidade do trabalho de prevenção para evitar o agravamento da situação. Diante de tal situação, surge outro questionamento: como oferecer uma educação cidadão e transformadora com tal situação?A resposta com certeza passa pela necessidade de se resgatar a qualidade de vida desses professores. Função do Estado e todos nós. Precisamos buscar e lutar por alternativas para que isso seja possível. Dentre elas, a reestruturação do atual modelo de gestão de nossas escolas, precisamos de gestores sensíveis e capazes de compreender o nosso valor.A solução portanto também está na mão de toda a sociedade, pois "saúde e doença não são termos isolados, pois se associam ao contexto cultural e sócio-econômico".(p.24)
Tais colocações demonstram que muitas das soluções são simples, estão ao nosso alcance, basta que tenhamos sensibilidade. Entretanto, o papel do Estado continua sendo fundamental, é dele que deve sair as ações que viabilizem a reversão do quadro atual, ressaltando que"saúde e doença não são termos isolados, pois se associam ao contexto cultural e sócio-econômico".(p.24) Deve-se repensar também o modelo de sociedade que ajudamos a construir,para tanto se torna imperativo sonhar alto, lutar por utopias, para que outras possam ser desejadas .
Referências Bibliográficas
MESSIAS, Noeci Carvalho.GESTÃO ESCOLAR E SAÚDE DO TRABALHADOR. Módulo.2009. TOCANTINS. Disponível em: http://ava2.unitins.br/ava/.
SANTOS, Flavia Luiza Nogueira e LIMA FILHO, Domingos Leite. MUDANÇAS NO TRABALHO E O ADOECER PSÍQUICO NA EDUCAÇÃO.Artigo. Disponível em:http://www2.unitins.br/bibliotecamidia/Files/Documento/BM_633921545685793750unidade__3______mudancas_no_trabalo_e_o_adoecer_psiquico_na_educacao.pdf.] _____Notas-http://e-educador.com/index.php/notas-mainmenu-98/3267-sante?format=pdf

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MANHÃ

Acordou triste, sem vontade,
levantou-se e foi ao banheiro.
Olhou-se no espelho, estava horrível.
Respirou fundo, abriu a torneira,
sentiu uma enorme vontade de chorar.
Era um tonto, quanta besteira, tudo por ciúmes.
Agora era tarde, não havia lugar para desculpas.
Outro era dia, outra era manhã e triste seria a sua vida.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

TROPICÁLIA- CAETANO VELOSO

Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento
No planalto central do país...
Viva a bossa
Sa, sa
Viva a palhoça
Ca, ça, ça, ça...(2x)
O monumento
É de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde
Atrás da verde mata
O luar do sertão
O monumento não tem porta
A entrada é uma rua antiga
Estreita e torta
E no joelho uma criança
Sorridente, feia e morta
Estende a mão...
Viva a mata
Ta, ta
Viva a mulata
Ta, ta, ta, ta...(2x)
No pátio interno há uma piscina
Com água azul de Amaralina
Coqueiro, brisaE fala nordestina
E faróis
Na mão direita tem uma roseira
Autenticando eterna primavera
E no jardim os urubus passeiam
A tarde inteira
Entre os girassóis...
Viva Maria
Ia, ia
Viva a Bahia
Ia, ia, ia, ia...(2x)
No pulso esquerdo o bang-bang
Em suas veias corre
Muito pouco sangue
Mas seu coração
Balança um samba de tamborim
Emite acordes dissonantes
Pelos cinco mil alto-falantes
Senhoras e senhores
Ele põe os olhos grandes
Sobre mim...
Viva Iracema
Ma, ma
Viva Ipanema
Ma, ma, ma, ma...(2x)
Domingo é o fino-da-bossa
Segunda-feira está na fossa
Terça-feira vai à roça
Porém!
O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo
Do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem!
Que tudo mais vá pro inferno
Meu bem!...
Viva a banda
Da, da
Carmem Miranda
Da, da, da, da...(3x)

PI 1- 3º ANO. TEMA 1- TROPICÁLIA. TEXTO PARA LEITURA E DISCUSSÃO.

CEM 02-
ROTEIRO:ABERTURA: ALEGRIA ALEGRIA ( CAETANO VELOSO)
TEXTO: TROPICÁLIA- O MOVIMENTO
O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais.
Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A música brasileira pós-Bossa Nova e a definição da “qualidade musical” no País estavam cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas de movimentos ligados à esquerda. Contra essas tendências, o grupo baiano e seus colaboradores procuram universalizar a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica. Ao mesmo tempo, sintonizaram a eletricidade com as informações da vanguarda erudita por meio dos inovadores arranjos de maestros como Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Damiano Cozzela. Ao unir o popular, o pop e o experimentalismo estético, as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização não só da música, mas da própria cultura nacional.
Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista, com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram o repertório de nossa música popular, instaurando em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.
Discos antológicos foram produzidos, como a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Enquanto Caetano entra em estúdio ao lado dos maestros Júlio Medaglia e Damiano Cozzela, Gil grava seu disco com os arranjos de Rogério Duprat e da banda os Mutantes. Nesses discos, se registrariam vários clássicos, como as canções-manifesto “Tropicália” (Caetano) e “Geléia Geral” (Gil e Torquato). A televisão foi outro meio fundamental de atuação do grupo – principalmente os festivais de música popular da época. A eclosão do movimento deu-se com as ruidosas apresentações, em arranjos eletrificados, da marcha “Alegria, alegria”, de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.
Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento, ao corpo, ao sexo e ao vestuário. A contracultura hippie foi assimilada, com a adoção da moda dos cabelos longos encaracolados e das roupas escandalosamente coloridas.
O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos.
FONTE: http://tropicalia.uol.com.br/site/internas/movimento.php
ENCERRAMENTO:VAPOR BARATO.
DISCUSSÃO:POP-ART-VANGUARDAS-MÚSICA-HIPPIES-DITADURA-ALIENAÇÃO-MODERNIDADE- BRASIL-ROCK-TORQUATO NETO-HÉLIO OITICICA(RELAÇÃO COM O MOVIMENTO)
"Tropicália é a primeiríssima tentativa consciente, objetiva, de impor uma imagem obviamente brasileira ao contexto atual da vanguarda e das manifestações em geral da arte nacional. Tudo começou com a formulação do Parangolé, em 1964, com toda a minha experiência com o samba, com a descoberta dos morros, da arquitetura orgânica das favelas cariocas (e conseqüentemente outras, como as palafitas do Amazonas) e principalmente das construções espontâneas, anônimas nos grandes centros urbanos – a arte das ruas, das coisas inacabadas, dos terrenos baldios, etc."Hélio Oiticica.
Oiticica quando pensou o conceito da tropicália como uma coisa ampla, não contava com a repercussão ao se transformar num movimento artístico cultural que contagiou o cenário brasileiro. Pregava uma integração entre as linguagens artísticas: artes plásticas, dança, música. A Tropicália inventada por Hélio Oiticica, não era a criação do mito tropicalista de araras e bananeiras como foi divulgado, era uma posição crítica diante de problemas e impasses na arte, na cultura e na política advindos do sentimento de culpa da vanguarda com a linguagem nacional e do regime político implantado no País a partir de 1964. Tinha uma pretensão explícita de objetivar uma linguagem brasileira de vanguarda que fizesse frente à imagética pop e op internacionais.

RESENHA UNITINS-TEXTO FINAL- AVALIADO

Curso de pós-graduação em Educação, Democracia e Gestão Escolar Disciplina: Gestão escolar e financiamento
Professor: Francisco Gilson Rebouças Porto Júnior
Alunos: Cássia dos Reis Barbosa Guerra /Carlos Fernandes Cavalcante

REFLEXÕES

A escola é um lugar que abriga uma enorme gama de visões e forma de abordagens diferentes. Com isso, ao tentar definir a gestão, mais especificamente a gestão escolar, devemos levar em consideração essa multiplicidade de visões e valores que a ela abriga. Assim, desafio maior das instituições de ensino tem sido romper com a tradição da educação formal, que reproduz os mecanismos de poder estabelecidos pela classe dominantes do Brasil.
Com a Nova República, a promulgação da Constituição Cidadã e da Lei de Diretrizes e Bases, as escolas passaram por profundas mudanças, boa parte delas para atender ao discurso político e partidário de nossos Governos, que adotaram por sua vez o neoliberalismo .A luta por eleições diretas e melhoria na educação passaram a fazer parte de nossas reivindicações.Apesar de tudo: campanhas, debates , seminários ,etc. O SINPRO DF nem sempre foi ouvido.Lutamos por nossa ideologia ou ponto de vista.De acordo com Lombardi (2006:12) são “várias opiniões arraigadas que temos sobre o mundo, a sociedade, a vida e o trabalho, e também sobre a escola, sobre a administração escolar e sobre o papel do diretor de escola.”
Uma das grandes transformações ocorridas se refere à gestão. Um dado se torna relevante, segundo Gois in Lombardi (2006:14) “a indicação política é, segundo o Saeb (exame do MEC que avalia a qualidade da educação), a que tem mais impacto negativo no desempenho dos estudantes. Sabemos que na área da administração as contribuições de Taylor e Fayol são muito valiosas e, que algumas dessas teorias administrativas adentraram a área educacional de forma intempestiva, inicialmente na rede privada, mas essas teorias estão cada vez mais sendo aplicadas também nas instituições de ensino públicas.
Torna-se importante para nosso estudo, diferenciar instituição e organização, palavras que não raras vezes são utilizadas erroneamente como sinônimos. Segundo Francisco (2009),"a organização é a construção que surge quando um grupo de pessoas se junta em torno de algo ou mesmo de objetivos expressos, havendo uma mobilização para isso. Ela surge com objetivos que, ao longo de sua existência podem ser repensados rapidamente, em face das constantes necessidades locais e/ou regionais." Por outro lado, a instituição, também fruto de um grupo de pessoas que se juntam em torno de algo ou mesmo de objetivos expressos, é algo mais cristalizado. Como assim? Ela pode ser vista como o desenvolvimento e a consolidação ao longo da existência de um coletivo em torno de seus objetivos. “Nesse sentido, suas regras e leis são mais rígidas e não facilmente modificadas a cada ‘vento social". Segundo Mara Lúcia Castilho, “o uso do termo gestão da educação pode se referir muitas vezes a modelos distintos, embora complementares, de gestão dentro de uma instituição de educação (da gestão administrativa à gestão do processo educacional)”.Existem modelos de gestão e organização das instituições de ensino, dentre eles iremos destacar o político e o racional burocrático. No político, é enfatizado a importância do poder, da luta e do conflito, inexistem objetivos consistentes e partilhados por todos. Os processos de tomada de decisão aparecem como processos complexos de negociação. Já no racional, acentua a clareza dos objetivos organizacionais e pressupõe a existência de processo e de tecnologias claros e transparentes,sendo, portanto o mais utilizado nas instituições escolares. No Distrito Federal, não é diferente e o racional-burocrático também é utilizado e os processos de tomada de decisões nas instituições escolares públicas contam, em governos, com a participação do sindicato e da comunidade.
Conclui-se que a gestão deve levar em consideração a pluralidade de visões e valores que a escola abriga e deve-se também acreditar que o modelo ideal de gestão ainda está por se criar ou construir, conforme a afirmação de Lima (2006:01) “nem tudo está perdido. Ainda há alguma esperança. Ainda não interditaram o coração dos homens.” REFERÊNCIAS: CASTILHO, Mara Lúcia. GESTÃO DO ENSINO SUPERIOR:O CASO DAS INSTIUIÇÕES PRIVADAS NO DF. Disponível em: http://www.unirevista.unisinos.br/. Acesso em: 23 de setembro de 2009. JÚNIOR, Francisco Gilson R. Pôrto. GESTÃO ESCOLAR E FINANCIAMENTO.2009.Disponível em: http://ava2.unitins.br/ava/default.. Acessado em 2/09/2009. LIMA, Ray.ESCOLA ZUMBI – IDEÁRIO DE POLÍTICA EDUCACIONAL, CONCEITO DE ESCOLA PÚBLICA. Artigo. Ceará. 2006. Disponível em: http://www.politeia.org.br. Acessado em 09/09/2009 . LOMBARDI, José Claudinei. A IMPORTÂNCIA DA ABORDAGEM HISTÓRICA DA GESTÃO EDUCACIONAL. Artigo. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. especial. 2006. Disponível em http://www.histedbr.fae.unicamp.br. Acessado em 17/09/2009.